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Meninos, eu vi: o Oscar 2016 de cabo a rabo

 

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O Oscar é o apelido da Cerimônia de Entrega dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. E também o nome do prêmio, aquele homem nu e dourado segurando uma espada. Eu espero que o cara que desenhou a estatueta, Cedric Gibbons, tenha realmente gostado do que criou porque levou 11 Oscars na sua carreira para decorar a casa. Pois eu estou aqui, ao vivo, direto da minha cama, para comentar a cerimônia de entrega do prêmio deste ano! Pringles na mão. 

E ninguém sabe como realmente surgiu o nome Oscar. A Bette Davis, que serviu de inspiração para criarem a Susana Vieira, disse que foi ela porque a estatueta lembrava-lhe do tio Oscar. Não existe nenhuma confirmação disso, mas imprima-se a lenda.

CATEABUSADAComeçou o show do tapete vermelho, onde pegam as mulheres para perguntar quem é o figurinista que as vestiu. A Cate Blanchett ficou fula quando começaram a filmar as unhas dela uma vez. Dou toda a razão. Acho, inclusive, que se vão continuar perguntando às mulheres quem as vestiu, tinham de perguntar aos atores de filmes de ação qual coquetel de substâncias eles tomaram para ficarem bombados. “Foi um regime de exercícios”, eles dirão. Sei, e o Hulk é azul.

George C. Scott, depois de ter recusado seu Oscar de Melhor Ator por Patton, foi quem melhor definiu a cerimônia: “um desfile de carne de duas horas, um show de suspense ensaiado por razões econômicas… ofensivo, bárbara e fundamentalmente corrupto.” Que absurdo, George! A cerimônia nunca dura só duas horas!

Assistir ao Oscar do Brasil é o mesmo que ir a um concerto da Madonna: começa com 5 horas de atraso, sempre leva mais tempo que o previsto e sempre tem um vexame para tornar as coisas interessantes. É de se lamentar apenas que a plateia não possa ficar bebendo nos seus assentos, como no Globo de Ouro, que nunca falha em divertir. Por outro lado, sempre se pode contar com um homem nu correndo atrás do apresentador (pode-se chamar a isso de momento metalinguístico), um senhor de idade fazendo apoio no palco, o Adrien Brody tirando lasquinha da Halle Berry, o número musical mais brega de todos os tempos, e o prêmio de Melhor Filme para Mel Gibson ou para uma história sobre um negão que dirige para uma sinhazinha velha.

Por que os Oscars são mais celebrados que prêmios mais prestigiosos, como os de Cannes, Berlim ou Toronto? Bem, todo ano, nesta época, escrevem uma dezena de artigos que repetem basicamente como o prêmio é uma armação da indústria para premiar aqueles que lhes dão lucro. Creio que olham a coisa pelo ângulo errado. Hollywood ainda é a realeza da nossa era. Assiste-se ao Oscar, um festival de autocongratulação, da mesma forma como se acompanha o menor arroto da Rainha da Inglaterra. É supérfluo e escapista, mas também é o bom e velho glamour que mantém a ilusão da meritocracia viva. Além do mais, se essa conversa de que o Oscar só premia os campeões de bilheteria fosse assim tão simplista, o remake de Guerra nas Estrelas IV tinha sido indicado a Melhor Filme no lugar de metade dos outros naquela lista, que não fizeram nem um décimo da renda dele.

O Matt Damon está falando alguma bobagem no tapete vermelho. Ele foi indicado este ano pelo papel de um cara que fez besteira e precisa ser resgatado, em Perdido em Marte. Pela terceira vez (depois de Coragem sob Fogo e O Resgate do Soldado Ryan). Caso esses personagens fossem reais, ele já teria custado bilhões em prejuízo ao contribuinte norte-americano. E o astronauta de Perdido em Marte teria morrido de câncer nos testículos por ter passado tanto tempo em Marte naquelas condições. Essa indicação deve ser algum tipo de consolação por ele não ter sido indicado por Team America: Detonando o Mundo.

 

Acabo de receber um e-mail ensinando a fazer pizza sem glúten. Por algum motivo, alguém por aí me odeia.

Você deve estar se perguntando o que afinal é essa Academia que distribui os prêmios. São os atores, diretores, técnicos e diversos que trabalham em Hollywood. Como alguém se torna membro da Academia? Aí é que a coisa pega. Ganhar um Oscar não significa automaticamente ser um membro. O cara tem que ser convidado. Se a pessoa fez um filme que seja e recebeu uma recomendação de algum membro, está dentro. Assim, do lado do Fernando Meirelles, existe o Steve Guttenberg de Loucademia de Polícia. Ele tinha um papelzinho em Os Meninos do Brasil, e o astro do filme, Gregory Peck, achou que ele tinha futuro. É, Gregory Peck tornou Steve Guttenberg membro da Academia porque achava que ele tinha futuro. Há também Lorenzo Lamas. O que é um Lorenzo Lamas, você pergunta. É o astro disso aqui:

 

Foi indicado pelos pais, Fernando Lamas (A Viúva Alegre) e Arlene Dahl (Viagem ao Centro da Terra). Pois é, Lorenzo Lamas se tornou membro da Academia no pistolão descarado. Resultado: a maioria dos membros da Academia é branca, velha e do sexo masculino. E gagá. Como me insiro nesse grupo (com exceção da parte do branco e membro da Academia), escrevo com conhecimento de causa. Prova de que os velhinhos já não estão bem da cachola é que esqueceram de indicar a Meryl Streep este ano. Desde que o mundo é mundo, todo mundo sabe que a Meryl Streep tem que ser indicada a alguma coisa. Devem ter confundido com a Jennifer Lawrence.

Enfim, você entendeu o balaio de gatos que é a Academia. Depois reclamam que a Associação dos Jornalistas Estrangeiros do Globo de Ouro inclui até um halterofilista russo! Chamado Alexander Nevsky!!!! Este ano, a presidente da Academia, Cheryl Isaacs Boone, capitaneou uma mudança nas regras de admissão. Porém, esta noite, em homenagem ao Lorenzo Lamas, baixei um aplicativo supostamente criado pelo MIT, cujos algoritmos simulam comentários de membros da Academia. (Algo tipo: “Eu votei em Cavalo de Guerra para Melhor Filme porque me fez chorar cinco vezes”. Real, juro.) Vou copiar no texto o que o membro virtual da Academia diz depois de cada premiação. Ah, e quanto à votação para o Oscar, nenhum eleitor está obrigado a assistir todos os indicados de cada categoria para poder votar. Não é lindo? Para agradar o pessoal – cuja maioria não sabe dizer se um festival de filmes é algo para se comer ou beber –, costuma bastar fazer filmes nesses moldes:

 

Será que vão mostrar a mãe do Sylvester Stallone durante o discurso de agradecimento dele? Eu nunca consigo distinguir a mãe do Stallone da Donatella Versace.

Esta noite promete. Leonardo DiCaprio vai ser escolhido Melhor Ator por ter comido fígado cru, coisa que o Bear Grylls faz regularmente no Discovery Channel. Divertida Mente vai ser escolhida a Melhor Animação porque ninguém quer ouvir narração do Galvão Bueno (“Vai, Brasil!”), Stallone vai levar um Oscar por um filme da série Rocky e a Melhor Canção pode ser a de um documentário cheio de inverdades. Tudo muito previsível, você diz, mas assim também qualquer campeonato de futebol, ciclismo ou tênis se você souber quem molhou a mão de quem.

rs_300x300-160228174920-600.chris-rock-academy-awards-2016-oscarsEste ano teve polêmica. (Quando não tem?) Começou quando a Jada Pinkett-Smith reclamou que nenhum dos candidatos era negro, pelo segundo ano consecutivo. Tradução: “Meu marido, Will Smith, não foi indicado por Um Homem entre Gigantes. Estou indignada.” E conclamou um boicote. O fato é que ela chamou atenção para uma realidade. “Ah, mas Hollywood faz filmes para ganhar dinheiro. E as pessoas que assistem os filmes são homens brancos”, diz o comentarista de Facebook. Engano seu: negros e outras minorias já são metade do público de cinema nos EUA e eles gostariam de se ver na tela e nos prêmios. E nem vamos falar das mulheres. Chris Rock, o apresentador do Oscar 2016, chutou o cachorro por dez minutos e já tinha um bocado de homem no Twitter reclamando de um jeito que o diretor David O. Russell (Joy) não poderia lá dentro do Dolby Theatre.

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Russell, ao lado da Jennifer de chapinha.

E Melhor Roteiro foi para Spotlight. Nada mal.

Automatic Academy Member Commentary: “Eu chorei sete vezes quando descobri nos créditos finais que o filme era sobre pedofilia.”

E agora o de Roteiro Adaptado. O Lorenzo Lamas deve ter votado em Perdido em Marte, mas ganhou A Grande Aposta, que conseguiu a façanha de adaptar um livro de não-ficção em uma comédia de terror (sobre a crise financeira de 2008 até hoje). Às vezes, os velhinhos acertam. Principalmente em roteiro. Isto porque os profissionais de cada categoria se encarregam de escolher os cinco finalistas. E roteiristas costumam ser pessoas que… Bem, eles costumam ler.

Automatic Academy Member Commentary: “Parece inteligente. Foi indicado a Melhor Filme, então tinha que receber um Oscar, pelo menos.”

O Sam Smith entrou no palco para cantar seu tema para 007 contra Spectre, provando que é um alquimista ao contrário: transformou uma canção de filme de 007 em m… Olha, aí vem o prêmio de Atriz Coadjuvante! Tem marmelada? Tem, sim senhor! Duas indicadas que não são coadjuvantes, mas sim as principais: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa) e Rooney Mara (Carol). Os produtores inscrevem atores nas categorias de coadjuvante quando acham que eles não têm chance na categoria de principal. E o Lorenzo Lamas nem nota. Ganhou Alicia.

Automatic Academy Member Commentary: “Eu chorei cinco vezes com o drama dessa mulher que teve de aturar o drama de um homem que quer ser mulher. E a Jennifer Jason Leigh tem cara de riponga.”

E, logo depois, Mad Max: Estrada da Fúria passou vassoura com três prêmios em sequência. Sempre assim: o indicado a Melhor Filme com mais bilheteria geralmente ganha a maioria dos prêmios. E quase sempre na área técnica. 

Automatic Academy Member Commentary combo: “Eu chorei dez vezes ao ver que rasparam a cabeça da Charlize Theron.”

Rachel McAdams e Michael B. Jordan apresentaram Melhor Fotografia. Podiam fazer um reboot do Casal 20 com eles. Chama o J.J. Abrams. Emmanuel Lubezki ganhou pela terceira vez seguida (Gravidade, Birdman  e agora O Regresso). O grande Roger Deakins (Um Sonho de Liberdade, Operação Skyfall) foi indicado pela 13ª vez (Sicário) e nada. Se servir de consolo, Lorenzo Lamas também nunca ganhou nenhum. Ou foi indicado.

Automatic Academy Member Commentary: “O pacote da produtora dizia que foi filmado apenas com luz natural. Dizem que é difícil, né? Chorei de emoção só de ler.”

Eu fui ali comer e Mad Max já procriou mais 2 Oscars. Merecidos. Já ganhou seis e é o grande campeão da noite, como eu previa. (Mas você não vai acreditar em mim porque só estou dizendo isto agora.) George Miller contratou a esposa, Margaret Sixel, para montar esse Mad Max porque ele não queria o olhar de um homem fazendo o filme parecer com todos os outros filmes de ação. 

andy-serkis-planet_3099791bAndy Serkis foi chamado para apresentar o Oscar de Efeitos Visuais, mas quem devia receber um Oscar era ele: Golum, King Kong, o macaco Caesar… Ganhou Ex Machina! Quebrou tudo que foi bolão de previsão de ganhadores do Oscar. A Academia preferiu o trabalho de efeitos discreto desta vez.

Automatic Academy Member Commentary: “Poxa, eu gostei tanto do filme. Chorei até. Estava resfriado. Achei que tinha que ganhar pelo menos um já que não levou o de roteiro.”

Vou aproveitar o intervalo para colher os tomates do aplicativo da Vila Smurf antes que eles apodreçam. O Chris Rock aproveitou a boquinha de apresentador e angariou fundos para o time de escoteiras da filha. Esperto: arrancou dinheiro de um bocado de branco rico em rede nacional e nem foi interpelado pela polícia. 

Olha, ganhou um urso! Não o de O Regresso, claro, mas o de um ótimo curta de animação chileno chamado Bear Story. Bateu World of Tomorrow, do louco e talentoso Don Hertzfeldt, mas era esperar demais que um filme um tanto experimental ganhasse, não? E para melhor longa de animação, foi Divertida Mente. Com o sucesso, a Pixar promete uma continuação a se passar na cabeça do Donald Trump: Divertida Mente pra Cara**o. Se ao menos todos os torcedores do Brasil (leia-se O Menino e o Mundo) tivessem traduzido essa corrente pra frente em ingressos para assistir o filme… Ainda está nos cinemas, viu, gente?

Automatic Academy Member Commentary: “Claro que ia ser filme da Pixar, né? Os outros filmes ali estão só para compor e dizerem como somos cosmopolitas. E minha filha chorou com o filme”.

Vinte minutos que eu não faço piada com o Lorenzo Lamas. Enquanto isso, na apresentação do Oscar na Globo, a Glória Pires. Não. Está. Disposta.

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Os números musicais estão a mesmice de costume. Teve até dançarina do Faustão para a música de 50 Tons de Cinza. Ano que vem, podiam contratar o Sr. Metano para interpretar uma canção. Não ria, não. No século XIX, um cara chamado Le Pétomane (“peidão maníaco”) lotava o Moulin Rouge em Paris fazendo a mesma coisa durante 90 minutos. Olha o Sr. Metano aqui.

 

Deu zebra de novo. Stallone perdeu para o Mark Rylance. Rylance é um grande ator de teatro britânico, que você deve ter visto na TV em Wolf Hall. E que o meu maldito corretor teima em chamar de Relance!

Automatic Academy Member Commentary: “Tem que dar Oscar pra filme do Spielberg, né? E o ator é inglês. Como ter cerimônia de Oscar sem ganhador inglês? E eles costumam fazer discurso de agradecimento que faz chorar”.

Amy, sobre Amy Winehouse, derrotou O Peso do Silêncio, sobre genocídio na Indonésia. Esperado: filmes sobre o show business como A Um Passo do Estrelato sempre ganham. O comentário, desta vez, é da Glória Pires.

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Como previsto, também, o potente Filho de Saul venceu Filme Estrangeiro.

Automatic Academy Member Commentary: “Filme de Holocausto tem que ganhar sempre. Ah, esse aí ganhou prêmio no mundo inteiro? Não sabia.”

Mais zebra. Os membros da Academia ficaram realmente mexidos com toda a polêmica. Faz tempo que não havia tanta zebra. Lady Gaga perde Melhor Canção para Sam Smith, que escreveu e cantou uns gemidos para Spectre. Paul McCartney, que escreveu canção para 007 Viva e Deixe Morrer e não ganhou, deve estar revirando no túmulo. Como? Ele está vivo? Depois desta noite, não tenho certeza.

Automatic Academy Member Commentary: “Ai, meu Deus, a gente tem que premiar uma minoria esta noite para não parecermos pouco liberais. O quê? O cara é gay? Perfeito! Ele vai chorar quando receber o prêmio.”

Glória, o que você achou?

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E deram, finalmente, o Oscar de trilha sonora para o Ennio Morricone por Os Oito Odiados. Aos 87 anos, ele é o mais velho premiado na história da Academia. Até, obviamente, a Meryl Streep bater esse recorde. Morricone estava tão emocionado que parecia que ia desmontar no palco, agradecendo num discurso elegante. Esta não é a melhor trilha dele, mas ainda assim é digna. Só não entendi porque, quando ele disse obrigado à esposa, Maria, as câmeras mostraram a Cate Blanchett. Vai haver briga de casal em casa.

Automatic Academy Member Commentary: “Vou dar o prêmio praquele velhinho italiano com cara de professor carrasco porque precisamos premiar minorias. E todo mundo vai chorar quando ele subir ao palco.”

A Academia tem esse tique: não indicam ou premiam a pessoa quando deveriam, arrependem-se e depois dão o prêmio por outro filme de qualquer jeito. Jeremy Irons parecia a aposta certa por Gêmeos-Mórbida Semelhança, mas só ganhou por O Reverso da Fortuna. Colin Firth devia ter ganhado por A Single Man, mas levou com O Discurso do Rei. DiCaprio foi fenomenal em O Lobo de Wall Street, mas vai ser coroado por O Regresso. 

Lá vem o Iñarritu ganhar o Oscar de Melhor Diretor pela segunda vez consecutiva. Só dois outros conseguiram isso, o John Ford e o Joseph L. Mankiewicz, para mais de 60 anos. Se alguém disser que o Iñarritu também é minoria porque é mexicano, esqueça. O ego dele enche cinco estádios de futebol e três Dolby Theatre com folga.

Automatic Academy Member Commentary: “Me mandaram votar nele.”

Melhor atriz foi a Brie Larson, pelo papel da mulher sequestrada e mantida em cativeiro durante anos em O Quarto de Jack. Um belo trabalho, que deve ter tocado até a alma rústica do Lorenzo Lamas. 

Automatic Academy Member Commentary: “Ela é jovem, bonita, talentosa e com uma bela carreira pela frente. Eu podia ter votado na tiazinha [Charlotte Rampling], mas ela falou besteira sobre as minorias. Agora, chora.”

Melhor ator. Nem o urso de O Regresso esconde a expectativa. Leo! Leo!, grita o Twitter. Fãs com o dobro da idade das namoradas do ator seguram pôsteres como se fossem amuletos. A presidenta Dilma rói as unhas. Julianne Moore entra para anunciar. Nem sei o que ela está falando. Quando Julianne Moore aparece, o mundo pára para olhar. É a garota de Ipanema, do Oiapoque e do Chuí. DiCaprio ganhou Melhor Franzida de Cenho. Ou terá sido Melhor Ator? Hum…

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Automatic Academy Member Commentary: “Você é gente nossa, mano. Tá tranquilo, tá favorável. Toca aqui.”

E, finalmente, Melhor Filme. Tudo pareceu tão rápido hoje. Deve ser porque eu estava jogando aquele novo Angry Birds ao mesmo tempo. Chamaram Deus/Presidente dos EUA/vencedor do Oscar, isto é, Morgan Freeman para anunciar. E o Oscar vai para… Spotlight?! Zebra total.

Automatic Academy Member Commentary: Tela azul.

Viu que, às vezes, com um empurrãozinho, a homenzada da Academia acerta? Afinal, no primeiro ano do Oscar, eles premiaram o magnífico Aurora de Murnau. E depois também Almodóvar, Billy Wilder, Geraldine Page já idosa e Onde os Fracos Não Têm Vez. Com tanta gente votando, uma vez ou outra essas coisas têm que acontecer. Spotlight é uma ode ao bom jornalismo investigativo quando quase tudo que se tem por aí hoje é opinião mal-embasada e notícia rápida em busca de cliques. Não tem explosões nem pirotecnia. Nem parece filme do Lorenzo Lamas. Será que ele esqueceu de votar na categoria?

Hora de escovar os dentes. E, Lorenzo, já pra cama.


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